http://www.etudoverdade.com.br/periodico/coluna/coluna.asp?lng=&id=441De câmeras de segurança, saltamos para as câmeras de celulares em “Pessoas que Eu Poderia Ter Sido e Talvez Seja” (People I Could Have Been and Maybe Am), que valeu o prêmio de melhor média-metragem a Boris Gerrets. Não haveria equipamento mais adequado para um filme sobre os anônimos que se cruzam nas megalópoles –no caso, Londres.
Flanando pela cidade, Boris encontra seus três protagonistas: Sandrine Correa, uma brasileira de Iguaçu à procura de um marido; Steve Smith, um viciado em drogas com medo de encontrar a filha que abandonou; e Efitayo Akousa, uma poeta mais conhecida como Precious, que acaba por se envolver com Steve. Nenhuma surpresa, assim, que o próprio Boris acabe se apaixonando por Sandrine.
Tudo se desenvolve em lugares de passagem, ruas, táxis, metrôs, cafés, quartos de hotel, cenários perfeitos para encontros fortuitos e amores expressos. O caráter “low tech” dos registros harmoniza-se com a ciranda dramática desses outsiders. No maior festival de documentários do mundo, os novos ventos vieram de uma câmera no bolso e uma ideia na cabeça.

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